A penetra

by - novembro 16, 2017

Sábado, 24 de Junho de 2017

Hoje tive kinda um ataque de pânico em frente ao Z e a minha mãe.
Tinha ido celebrar o São João a casa de um familiar e passamos a tarde a conversar. A casa tem bastante "mato" a volta, algum tratado, outro nem tanto, e no dia de calor que estava, naturalmente, ficamos cá fora.
Quando chego a casa precisei de ir a casa de banho, estava mesmo aflita, estava no telemóvel quando baixei as calças e senti qualquer coisa na minha perna, na parte exterior do joelho, que foi puxada pelas calças. De longe parecia borboto ou um pouco de verniz preto, mas quando me aproximei vi patas a mexerem e percebi que era uma carraça.
Só tinha visto uma carraça na vida e foi no Opie (o meu cão) quando o encontrei da rua ele trazia uma na orelha e meteu-me imensa impressão na altura, mas ver uma em mim foi igualmente aterrorizador. Só pensava "e se não a conseguir tirar?" "e se a cabeça dela ficar no meu corpo?".
Desatei a chorar como uma alma perdida e a gritar de medo. A minha mãe apareceu e ficou igualmente assustada quando a viu, ela também nunca tinha visto uma até ver a do Opie.
O Z entrou pela casa de banho a dentro e tirou com uma pinça a carraça da minha perna. Eu estava a tremer por todos os centímetros do meu corpo.
Acreditem quando digo que não houve um único segundo em que eu tenha tirado as calças durante a tarde, nem a casa de banho fui, só mesmo quando cheguei a casa, e tava de calças de ganga pretas, razoavelmente grossas.
Felizmente a carraça não estava infetada e como foi tirada relativamente rápido da minha perna não fiquei doente nem nada do gênero, e agora passados quase 5 meses nem uma unica marca tenho na perna. Portanto amigos da natureza e vida selvagem, acreditem que também o sou, mas tenho cuidado com "matos" pois a roupa não vos protege.

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